Aventura de ciclista

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Cada vez mais pessoas comuns ousam e aventuram-se sobre uma bicicleta.

Sexta-feira, 16 de dezembro de 2017. Esse foi o dia em que o jovem Djair, 35 anos de idade, escolheu para arrumar sua bike, juntar alguns equipamentos que julgou necessário, alimentação balanceada e por fim os EPIs (Equipamento de Proteção Individual). Tudo pronto para a partida, programada para a madrugada do sábado, dia seguinte. Segundo ele, que narra com detalhes o seu estado emocional com exclusividade, para a redação do Clube do Pedal, Faz a sua largada à 00h:30m, aos primeiros trinta minutos do dia, do bairro Jardim Ângela, Cidade de São Paulo, Capital, ingressa na BR 116, rodovia Regis Bittencourt, sentido Coritiba, Paraná.

Primeira cidade do roteiro registrada foi MIRACATU a 124 kms da capital paulista. Após quatro horas, aproximadamente, o que podemos chamar de aquecimento, já que centenas estavam por vir. Café reforçado e sem perder muito tempo  vamos girar, com sol no rosto a 25 kms cortou a Serra do Azeite. Meio-dia, almoço no restaurante Sabor da terra, o qual indica aos viajantes por ter boa comida e receptividade. Ás 15:15 horas chegava à divisa de São Paulo com Paraná. Coritiba foi alcançad por volta das 18:00 horas, o Hotel Jardim foi o escolhido pra passar a noite do sábado, ali o que não faltou foi curiosos com indagações diversas. Comidas de atletas era o seu cardápio pronto para ser  degustado durante o período das pedaladas, ato praticado a cada uma hora e meia. Banana, rapadura, batata doce,  barras de cereais. No domingo, sai de Coritiba, deixa a BR116 e pega a BR 101, sentido Florianópolis, trecho que ficou difícil por conta da forte chuva que caia sem dar tregua, isso levou o aventureiro a se hospedar em Praia Comprida pela tarde e aguardar o tempo melhorar. Segunda-feira dia 18, pre aquecimento com alongamentos pra evitar lesões possíveis, com menos intensidade a chuva continuava, vento forte e ai 15km hora era a velocicade máxima que conseguia desenvolver, o perrengue foi declarado pela mãe natureza como se quisesse testa-lo, afirma. Chegou a Gravatal a 70 quilometros da sonhada Serra do Rio do Rastro, por ali muitas belezas naturais a serem visitadas, porém o seu objetivo era subir a serra.

Dia dezenove após um bom descanso, hora de partir pra subir, depois de passar pela histórica Ludgero, Orleans e Lauro Muller a 14kms do pé da montanha. Tomado por uma forte emoção, começa a tocar o solo com os pneus de sua magrela como se estivesse na calçada da fama, assim define,  giros e mais giros acompanhados da atenção redobrada, pista estreita com uma inclinação de dar medo cercada de surpresas com caminhões que trafegam sem parar, curvas perigosas; ufa adrenalina lá nas alturas e tome pedal rumo ao pico, cortejado por chuva, neblina, pontos ingrimes que o pneu dianteiro chegava levantar do solo a cada pedalada, mas nada disso tirava seu entusiasmo de chegar, afirma o j ovem baiano Djair, que garante, a paisagem local elimina qualquer proposta do medo a desistir, às duas da tarde chega ao topo, 1.421 metros de altitude. Nesse momento a emoção tomou conta do seu ser e carregou o ego com uma satisfação inenarrável, mistura de choro com risos enquanto os olhos miravam o despenhadeiro que que acabara de desbravar.

Foram 932 kms de pura emoção. Está registrado.

 

Por: Ruy Carvalho

Clube do Pedal

Fotos abaixo

        

    

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