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Família que madruga unida…

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Eduardo Nanni Caruso é empresário e administrador do Buona Fortuna Bike Park, em Cotia (SP).

Lá em casa todo mundo é ciclista. Eu me considero um amador de alta performance, minha esposa pratica ciclismo de estrada e meus filhos adolescentes adoram mountain bike. O mais velho está com 15 anos e a mais nova, com 12. Tenho uma agência de comunicação e administro um parque de treino bem técnico de Mountain Bike em Cotia (SP), muito usado por quem pratica a modalidade cross-country.

Nosso dia começa na noite anterior. Lá pelas 21h30, encerramos o expediente em casa e já estamos “jantados”, a caminho da cama. Às 22h15, o beijo de boa noite está dado. Por ter uma vida tão ativa, com sono bom e alimentação saudável, todo mundo acorda bem-humorado. Nos fins de semana, a gente costuma viajar para competir. Domingo, às 4h da manhã, está todo mundo acordando, pegando a mochila, pronta desde o dia anterior, para zarpar com as quatro bikes no carro. Durante a semana, a manhã é agitada. Minha mulher sai às 4h50 para treinar. Eu tomo café da manhã, deixo as crianças às 6h40 na escola e vou para o Cemucam, outro circuito de MTB em Cotia.

Quando chego ao treino, o dia às vezes nem clareou. Está no lusco-fusco, e a percepção corporal de desviar de uma árvore é instintiva, não racional. Fico lá de uma hora e meia a duas, volto para casa, tomo um banho e vou para a agência, onde chego às 10h30 para começar o dia de trabalho. De noite, vou para meu centro de treinamento e faço preparação muscular. Para a Laura, minha mulher, a adaptação foi mais problemática. Ao trocar o horário do treino, ela sofria um pouco para tomar café às 4h30 da manhã e ia treinar só com uma bolachinha. Mas uma hora o corpo acostuma com a rotina. E, aí, é só diversão.

Fonte: *Matéria originalmente publicada na edição 6 da revista Bicycling, de setembro/outubro de 2016

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